Mostrar mensagens com a etiqueta Catolicismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Catolicismo. Mostrar todas as mensagens
22 de abril de 2012
7 de janeiro de 2012
As chaves de São Pedro: desafios da Igreja Católica para o 3º Milénio da Encarnação
"Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado nos Céus e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu."
Mateus, 16, 18-19
Gostaria antes de mais nada de agradecer ao Manuel Rezende o convite que me fez para participar neste blog de intercâmbio de conhecimentos e de experiências em torno do Catolicismo e do conservadorismo. É com o maior gosto que aceito esta oportunidade e pretendo que as minhas intervenções possam ser frutíferas.
A imagem que apresento acima é conhecida universalmente. Mostra-nos a criação de Adão por Deus. É interessante ver como ambos se encontram separados, cada um na sua concha, remetendo-nos assim para dois lugares distintos: o lugar de Deus e o lugar do Homem. Isto não significa contudo, que Deus não tivesse a intenção de os unir. Se não fosse assim, por que estariam ambos de braços estendidos tentando-se alcançar mutuamente? Porque de facto queriam ficar unidos! Mas esta união não foi possível, porque o Homem não quis apenas estar unido a Deus, ele quis ser o próprio Deus. Foi com esse intuito que Eva pegou na maçã e a comeu, dando-a também ao seu marido, pois a serpente tinha-lhe dito: "Não, não morrereis (ao comer o fruto); porque Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus...". Assim, se quebrou a unidade inicial e o que estava unido ficou separado, pois Adão e Eva cometeram a "ὕβρις"(hyubris), a arrogância contra Deus. Mas não para sempre. Deus quis unir-se com a Humanidade enviando um novo Adão (Cristo) e uma nova Eva (a Virgem Maria) refazendo a aliança que tinha sido quebrada. Deus funda a Igreja para nela se ligar com todo o género humano e o conduzir à salvação.
Pois bem, aqui estamos nós, membros desta mesma Igreja que durou até ao ano de 2012 e que, segundo a nossa Fé e Esperança, atingirá a eternidade, se se mantiver fundada na Caridade. Na imagem acima não vemos apenas uma desunião entre o Homem e Deus, como se passou com a história de Adão e Eva, mas vemos uma brecha que promete separar Deus e o Homem para sempre. É o nosso dever impedir que o Homem do Terceiro Milénio faça pior do que provar a maçã, quebrando a aliança que Deus fez com ele. É o nosso dever, como Igreja, Assembleia de Deus, continuar a fazer o esforço de esticar o braço de Adão para que ele agarre a mão de Deus firmemente. Todavia, bem sabemos que o Homem do século XXI não só já não agarra a mão de Deus, com cria perante Ele uma brecha bem profunda. Mas porque é que o Homem do séc. XXI, uma vez que não se quer unir a Deus, não deixa apenas de continuar a esticar o braço? Porquê uma brecha, uma divisão tão brusca? Porque para o Homem do século XXI, já não basta não se unir a Deus, tem de se afastar dele o mais que puder. Não se trata apenas de uma necessidade de desunião, mas de fuga, que leva alguns a convencerem-se que para além da brecha já não existe nada (estes, são sem dúvida, os ateístas). Adão e Eva ficaram desunidos de Deus, porque criam ser como Deus. Para os ateístas, Deus já não é uma meta alcançar, nem sequer um desejo admissível. Deus é para eles um vácuo, e, se existisse, seria a essência mais abominável do Universo. Como disse Christopher Hitchens um dos "quatro cavaleiros do neo-ateísmo" recém-falecido: "seria péssimo se [Deus] existisse".
Já vimos que o Homem do século XXI quer criar um fosso entre Deus e o Homem. E em relação à Igreja? Não querem tantos católicos hoje (a maioria sem se aperceber) criar esse mesmo fosso? Não querem muitos que a Igreja, Esposa de Cristo, dele se divorcie?
A citação de Mateus que coloquei debaixo da imagem, não foi de modo nenhum por mero acaso. Reparem que Jesus, quando se dirige a Pedro, diz que o que desligar na terra ficará desligado nos Céus, mas não diz para desligar o que une o Céu à Terra. Ou seja, a Igreja, pela autoridade que lhe foi conferida por Nosso Senhor Jesus Cristo, detêm as chaves, para fechar ou abrir aos membros da Humanidade "o acesso à comunhão com a comunidade cristã" (vide: comentário da Bíblia dos Capuchinhos). O Papa, a quem foi conferida esta autoridade, não pode usar as mesmas chaves, para trancar a Igreja do poder de Deus. Esse poder não lhe foi dado. Pode determinar quem pode entrar na Igreja para estar em comunhão com Deus, mas não pode acabar com essa comunhão. Ela durará até ao fim dos tempos. Temos pois, o dever de ajudar o Papa a manter as portas da Igreja abertas a Cristo e defender que as chaves se mantêm na sua posse e não na da multidão que tanto quer ver as portas fechadas.
Quantos não são hoje aqueles que desejam ter as chaves de São Pedro? Muitos já tentaram roubar as chaves, pensando que eram essas as verdadeiras. Não foi isso que fizeram os protestantes? Acharam que tinham as chaves e criaram uma nova igreja. Vê-se bem que as chaves verdadeiras continuam na Igreja Católica Apostólica Romana e não na deles. E porque todos esses protestantes quiseram aquilo a que não tinham direito, obviamente não tardaram em retirar as chaves àquele primeiro (Martinho Lutero) que as roubou. Hoje as chaves falsas já se multiplicaram tanto, que temos 30 000 igrejas protestantes no mundo, dizendo todas elas terem as verdadeiras chaves de Cristo, que nunca lhes foram entregues.
Hoje a Igreja encontra-se perante um grande dilema: manter as chaves na posse da cátedra de São Pedro ou dá-las à multidão, como tantos católicos progressistas hoje defendem. Esta segunda hipótese só tem para mim uma consequência: que as portas do Inferno prevalecerão certamente sobre a Igreja. Aceitar o casamento homossexual, aceitar o fim do celibato, aceitar a ordenação de casais de gays e de lésbicas, aceitar todos os métodos contracetivos artificiais, aceitar a não existência do pecado, aceitar a possibilidade do aborto, aceitar o fim da monarquia papal e a transferência da sua autoridade para os leigos que escolheriam através do voto os seus pastores, só pode constituir um fechar das portas à comunhão da Igreja com Deus, com as Sagradas Escrituras e com a Tradição Apostólica. São estes os três sustentáculos da Igreja. O seu cumprimento permitiu que a Igreja sobrevivesse heroicamente estes 2000 anos, passando pelo fim do Império Romano do Ocidente, pelo fim do Império Romano do Oriente, pelo Cisma Ortodoxo, pelo fim do teocentrismo medieval, pela Reforma, pela Revolução Francesa, pelo fim dos Estados Papais, pelo fascismo, pelo marxismo, pelo ateísmo, pelo neo-ateísmo, pelas ameaças do Islão e pelas heresias de novas igrejas cristãs, sã e salva. Transmitida por doze apóstolos, quase todos eles pescadores e ignorantes, a mensagem de Cristo foi acreditada por sábios e néscios, por santos e pecadores e chegou mesmo aos confins do mundo.
A Igreja atravessa atualmente, sem dúvida alguma, uma dura crise e perda de fiéis. Contudo, isso jamais pode levá-la a prostituir a Verdade para agradar aos homens, como tantas outras o fizeram. A Igreja não pode ignorar o seu esposo, Jesus Cristo, a Tradição Apostólica e as Sagradas Escrituras. As igrejas protestantes que cometeram este erro, têm as portas fechadas à Verdade de Deus e começam a ter as suas próprias portas fechadas, porque os fiéis sabem que a Verdade não é uma hoje e outra amanhã, mas que se mantém sempre igual, desde o alfa ao ómega dos tempos.
Vejamos o caso dos Episcopalianos. Todos os desejos dos progressistas se concretizaram nesta igreja. Baseando-me no site espanhol "Religión en Libertad" vou apresentar alguns dados interessantes. "No século XVI, o anglicanismo aceitou o clero casado. Em 1930 aceitaram (os Episcopalianos) a anticonceção. Em 1976 os Espicopalianos aprovaram o clero feminino. Em 1989 ordenou-se a primeira bispa espiscopal. Em 1994 proibiram-se todas as terapias para deixar a homossexualidade. Em 2000 aceitou-se o sexo fora do matrimónio. Em 2003 ordenaram bispo Gene Robinson, um senhor divorciado com dois filhos, que vivia maritalmente com outro homem. Em 2006 a igreja Episcopal admitia o casamento homossexual. A 1 de Janeiro de 2011 um bispo episcopal casava duas sacerdotisas lésbicas episcopais, sendo uma delas uma famosa militante pró-aborto." Resultado: não conseguiram atrair mais gente para a sua igreja. Bem pelo contrário. Tinham 3,4 milhões de fiéis em 2001 e 8 anos depois em 2009 tinham apenas 2 milhões. Isto representa uma queda de 41% num curtíssimo espaço de tempo!
Não podemos tirar outra conclusão a não ser esta: manter as portas abertas a Cristo e não desligar aquilo que Deus uniu, Cristo e a Sua Igreja numa só Carne para sempre!
29 de maio de 2011
The Trouble with Catholic Social Teaching
People of all faiths, in spite of their doctrinal differences, have generally been encouraged when the Catholic Church takes a stand for religious belief. In a skeptical and materialistic age, the social encyclicals seem to garner the widest attention because everyone is interested in seeing how the Church will adjust to the trends of the modern world. However, it is arguable that there has never been a real surprise in any papal encyclical. The Pope simply affirms the truths the Church has always affirmed. The encyclicals are needed only because the world changes, not because the truth changes. The world needs to be refreshed by the truth. For instance, in 1968, the only surprise of Humane Vitae was that the Church was not going to give into the world. Lust is still wrong. Now, in 2009, the only surprise of Caritas in Veritate was that the Church was not going to give into the world. Greed is still wrong.
14 de maio de 2011
Gnostic Economics: compreender o Liberalismo
Crunchy Pope, Part Two: Against Gnostic Economics
In a sense, Locke treats the parent-child relationship as something accidental, a relationship of convenience between beings capable of free exercise of will. The child needs the parents because he is not yet capable of “the Freedom … of acting according to his own Will.” The parents provide nutrition and education during the period of preparation for independence, and the child’s duty to honor his parents is in exact proportion to the care taken for his education. The “bare act of begetting” carries with it no claim to gratitude.
The human body, like the rest of nature, begins as worthless material until it is labored upon by the will of the person whose body it becomes. It is by the action of our will that we develop all of our capacities beyond the merely nutritive. Education is the great labor by which the human species makes of itself something worthwhile, and whatever role the parents play in that education, it can accomplish nothing without the exercise of the child’s will. Hence my mind too attains its worth from the labor that I will to invest in it.
This is the sense in which Locke understands human beings as being their own individual property. All that they are that is of any value results from the labor they exercise upon themselves. Parents are, at best, the enablers of our self-creation, providing us with the material that is nearly worthless until improved by our own efforts.
In short, just as nature and the earth constitute the worthless world whose value lies in what humans can make of it, so too my body and mind are initially parts of that worthless world. It is when my will reshapes all this and turns it into some embodiment of itself that I lay claim to it. The world as given is essentially worthless, and the value things have results from our laboring to make the worthless material suitable to our wishes. It is the will that imparts value both by determining what will make something valuable and by causing that valuable something to be built up in it.
The older Gnostics turned away from the created world in revulsion; the newer Gnosticism turns against it in active opposition. By reducing the terms to world and will, modern Gnosticism more forthrightly declares that the world can only be good if our will declares it such.
On this view it is reasonable to understand our bodies as our own property. It is reasonable to understand the gestating child as the property of the mother as long as it remains part of her body and is far more the product of her labor than of its own. If we view human beings as abstract choosers, wholly equal as such, it is reasonable to view them as only accidentally related to other abstract choosers, such as parents, who are moved by whatever incentives nature has planted in them to help along our project of attaining independence. It is reasonable to understand life and the given world as in themselves negligible, as little to merit gratitude.
All this accords with Benedict’s description Gnosticism:
Human beings want to understand the discovered world only as material for their own creativity…. Gnosticism will not entrust itself to a world already created, but only to a world still to be created.
This means that Gnosticism will always be prepared to sacrifice what is, or “life as we encounter it,” to its vision of the unfettered life of the will, and to deny the reality of whatever places limits on our choices, such as the normative principles built into intergenerational relationships or into long-term sustenance of productive soil. Modern Gnosticism, under the guise of worldliness, is more thoroughly and intransigently world-negating than its ancestor.
As Benedict observes, this vision of the person confronting the world sets us in a new total antagonism to the created order:
Previously human beings could only transform particular things in nature; nature as such was not the object but rather the presupposition of their activity. Now, however, it itself has been delivered over to them in toto. Yet as a result they suddenly see themselves imperiled as never before.
Christianity, by contrast, recognizes the created order as a gift:
The fundamental Christian attitude is one of humility, a humility of being, not a merely moralistic one: being as receiving, accepting oneself as created and dependent on “love.” … The doctrine of redemption is based on the doctrine of creation, of an irrevocable Yes to creation…. Only if the being of creation is good, only if trust in being is fundamentally justified, are humans at all redeemable.
If we do not recognize the created order as harboring a goodness that comes to us from outside and makes claims upon us, we can recognize nothing as good except what is said to be so by our own act of valuing. Only if we are not the source of all value can we embrace the possibility of redemption.
Thus faith in creation is not (as modern theology too often treats it) “devoid of anthropological importance.” The question of creation, and of whether the creation and the Creator deserve our love and gratitude, goes to the very heart of what it means to be human, of what it means to be a laboring being, of what constitutes wealth and prosperity and an economy consonant with human aspirations and the human good.
6 de maio de 2011
Uma Sociedade de Desejos e Impulsos
Dos arquivos d'O Pasquim da Reacção
E pela mesma razão ambos observam o Cristianismo como inimigo a ser conquistado e dominado pela vontade dos governantes, como se observa pelo cesaropapismo britânico fundamentado por Locke e pelas nacionalizações religiosas dos comunismos que se verificaram por esse mundo fora. Tanto o Comunismo como o Liberalismo têm perfeita consciência de que só sobrevivem numa sociedade de impulsos e desejos e em que toda a repressão é injustificada. Prazer e Dor, Desejo e Satisfação, são os elementos essenciais dessa sociedade suinizada de resposta a impulsos. Qualquer apelo à Virtude, à medida do Homem que proporciona acesso a bens não quantificáveis e qualitativos, é por isso banido por extra-subjectividade. O epíteto “fascista” deixou o significado original de movimento político de massas, para se dizer daquele que não acredita que o indivíduo-átomo é o destinatário final de toda a política. Qualquer pessoa que se recuse a aceitar que os laços humanos são mais importantes que uma individualidade possessiva, que não tem outra finalidade que não seja a total plasticidade do Homem para obter uma total submissão ao poder e ao tempo, quebra a grande premissa de Comunismo e Liberalismo: que devemos todos estar juntos (comunismo) ou separados (liberalismo) para que possamos no fim caber nessa orgia de auto-satisfação do ponto-ómega do Progresso ou da sociedade em que cada um vê satisfeitas as suas necessidades.
Etiquetas:
Adulação,
Catolicismo,
Comunismo,
Consumismo,
Dignidade Humana,
Economia,
Estado,
Fascismo,
Liberalismo,
Libertarianismo,
Mercado Livre,
Modernidade,
O Corcunda,
O Pasquim da Reacção,
Sociedade
11 de abril de 2011
Subsidiaridade
Normalmente o Estado deve tomar sobre si a protecção e a direcção superior da economia nacional pela defesa externa, pela paz pública, pela administração da justiça, pela criação das condições económicas e sociais da produção, pela assistência técnica e o desenvolvimento da instrução, pela manutenção de todos os serviços que são auxiliares da actividade económica, pela correcção dos defeitos que por vezes resultam do livre jogo das actividades privadas, como é o da desigual distribuição da população e duma inconveniente estrutura da propriedade rural, pela especial protecção das classes menos favorecidas, pela assistência, quando não pode conseguir-se, mediante a acção das instituições privadas, a conveniente satisfação das necessidades humanas. Infelizmente, do livre jogo das actividades particulares nem sempre resulta a justiça, nem a administrada é sempre satisfatória perante a inferioridade económica de muitos indivíduos. Eis porque essa mesma aspiração do justo nas relações sociais nos deve levar a proteger os fracos dos possíveis abusos dos fortes e os pobres do excesso da sua pobreza. Na função educativa que deve ser dada a este moderado intervencionismo, o progresso, porém, não está em o Estado alargar as suas funções, despojando os particulares, mas o Estado poder abandonar qualquer campo de actividade por nele ser suficiente a iniciativa privada.
Etiquetas:
António Oliveira Salazar,
Catolicismo,
Doutrina Social da Igreja,
Economia,
Estado,
Iniciativa Privada,
Intervenção,
Justiça,
Subsidiaridade
4 de abril de 2011
thus the formation of modern capitalism was promoted.
During the Middle Ages only the Jews were permitted to take interest. St. Thomas Aquinas agreed with Aristotle that taking of interest was usury and the Church acted accordingly. The lender, however, was permitted to take compensation for the gain he would forego, the loss he would encounter, the risk he would run, or whatever other external title their might be. But the Reformers, who either thought that they had to liberate a suffering humanity from the shackles of a terrorizing Church or believed that they had to give some compensations in return for their own brutal regimentation, permitted the charging of interest; thus the formation of modern capitalism was promoted.
Francis Stuart Campbell, The Menace of the Herd
Etiquetas:
Aristóteles,
Capitalismo,
Catolicismo,
Idade Média,
Juros,
Protestantismo,
Reforma Protestante,
São Tomás de Aquino,
Usura
Concorrência - visão histórica
O que é o Distributismo?
Por Thomas Storck
Por Thomas Storck
"Na Idade Média as corporações profissionais, exemplo perfeito das instituições católicas, frequentemente limitavam a quantidade de propriedade que cada dono/trabalhador podia ter (por exemplo, limitando o número de empregados), precisamente no interesse de evitar que alguém expandisse demasiado o seu negócio levando outros à falência. Porque se a propriedade privada tem um objectivo, como Aristóteles e São Tomás diriam, ele é assegurar que cada homem e a sua família possam levar uma vida digna, servindo a sociedade. Uma vida digna, e não duas ou três. Se o meu negócio me permite sustentar-me a mim e à minha família, então que direito tenho de o expandir, privando outros do meio de se sustentarem e às suas famílias? Pois os medievais viam aqueles que se dedicavam à mesma actividade, não como rivais ou competidores, mas como irmãos empenhados no importante trabalho de providenciar ao público bens e serviços necessários. E como irmãos uniam-se nas corporações, tinham padres para rezarem pelos seus mortos, apoiavam as viúvas e órfãos, e de modo geral olhavam pelo bem-estar uns dos outros. Quem é que não é capaz de admitir que esta concepção de sistema económico é mais conforme à fé Católica do que a ética selvagem do capitalismo?"
Se hoje em dia não podemos ter uma visão tão limitada do empreendedorismo, quem nos diz que boas soluções não podem ser retiradas deste esquema? Numa sociedade em que as profissões se protegessem, seria necessário dotar o cidadão da responsabilidade de se abrigar no seio da sua corporação profissional ou prosseguir desassociado dela, plenamente consciente dos seus riscos. Cidadãos conscientes e responsáveis, autonomia e espírito de comunidade - em vez da acção cruel do Estado Social, engolindo tudo à sua passagem e escravizando trabalhadores e empresários à sua passagem.
Etiquetas:
Capitalismo,
Catolicismo,
Concorrência,
Corporações e Ofícios,
Distributismo,
Economia,
Estado,
Estado Social,
História,
Idade Média,
Liberalismo,
Socialismo,
Sociedade
Subscrever:
Comentários (Atom)
